Mimando nossos filhos?

Por Marco Teles

Gen 4:1-2  Conheceu Adão a Eva, sua mulher; ela concebeu e, tendo dado à luz a Caim, disse: Alcancei do Senhor um varão. Tornou a dar à luz a um filho – a seu irmão Abel. Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra.

É comum pessoas posarem de inteligente e contestarem a história de Adão e Eva como a de Caim e Abel, simplesmente porque fazer isso, na mediocridade acadêmica é moda. Os bons acadêmicos, aqueles que não precisam ficar se afirmando com picuinhas intelectuais de auto-promoção, ou de frustração, não perdem tempo com isso. Entre os medíocres há também famosos e respeitados cientistas, mas quem disse que medíocres não podem ser famosos e respeitados? Um exemplo de mediocres famosos são as celebridades instantâneas de reality shows, e sua fama e respeitabilidade duvidosa não é atestado de valor do que dizem.
No caso específico de Caim e Abel reclamam que Deus permitiu uma perversão pois Caim casou com uma irmã. O suposto incesto de Caim e outros filhos de Adão, para eles, é inadimissível num livro sagrado. O interessante é que se julgam tão estudados e tão moralistas ao falar isso, mas não estranham quando a antropologia e a sociologia diz que os grupos primitivos só deram lugar a formação da sociedade quando cada clã começou a permitir que outros clãs tomassem suas mulheres como esposas e vice-versa. Só pensam para o mal e para satisfazer suas próprias concupiscências e nesse desejo insaciável, se opoem ferozmente contra Deus e sua Palavra.

Mas vamos ao que interessa: chamou-me a atenção o fato de que Eva comemorou o nascimento de Caim com orgulho, mas quanto a Abel, é narrado que apenas tornou a dar a luz. Isso nos faz pensar sobre como Caim pode ter sido criado, em suposição apenas, embora provável e possível, devido ao valor que uma possível primogenitura teria naquela época antiga. Caim pode ter sido criado sem aprender a ser o segundo ou a perder. Talvez Eva o tenha mimado como fazem alguns pais com seus filhos que se tornam verdadeiros “cainzinhos” que dominam seus pais, com vontade de ferro desde a infância até a vida adulta.
Quantas histórias de Cains ouvimos nos noticiários? Quantos filhos “bem criados” tornam-se até homicidas como Caim, talvez por falta de uma família que oriente na obediência a Deus e aos outros. Ensinar a suportar a perda é a melhor forma de ensinar, talvez por isso o esporte seja tão indicado para educação da juventude, mas melhor do que isto é ensinar a obedecer a Deus, e a primeira figura que a criança tem de Deus são seus próprios pais.
Ensine seu filho a suportar as perdas na vida e mostre que ganhar algo requer esforço e que ele não é melhor nem mais especial do que ninguém, pois senão o mundo lhe mostrará um caminho aparentemente fácil de maldade, em diferentes níveis, que só leva à perdição.

Criação ou Evolução?

Sempre que pensamos sobre a origem do homem, deparamo-nos com este dilema, muito mais ideológico do que científico: o homem foi criado por Deus, como ensina a Bíblia, ou é resultado da evolução de formas inferiores de vida, que por sua vez surgiram por acaso? Se escolhermos a primeira hipótese, somos tachados de fundamentalistas ignorantes, pois preferimos ignorar as “evidências científicas”. Se escolhermos a teoria da evolução, admitimos que a Bíblia contém informações erradas, e por tanto, não é confiável. Admitimos também que a vida pode ser simplesmente resultado do acaso, e não obra do Deus eterno e criador. Entretanto, aceitar a teoria da evolução não implica somente em dificuldades religiosas, mas também em negar muitas evidências científicas contrárias a ela. Eis algumas:

1. Mutações não ocorrem para melhor.

Qualquer teoria evolutiva baseia-se no surgimento de mutações das espécies. Entretanto, está comprovado que mutações são extremamente raras, e sempre para pior. Também não passam para todos os descendentes, perpetuando-se como característica da espécie. Mutações não fazem evoluir.

2. Gens preservam as características essenciais de cada espécie.

À época de Darwin, a genética começava a dar os seus primeiros passos. Hoje sabemos do verdadeiro “arquivo genético” de cada espécie, que preserva suas características essenciais, permitindo somente pequenas variações (raças).

3. Os processos bioquímicos são extremamente complexos para surgirem como resultado de seleção natural.

Bioquímicos estudam os processos químicos no interior das células, que se revelam extremamente complexos. Tais processos não poderiam surgir senão como resultado de um planejamento extremamente inteligente.

Até hoje não foram encontradas provas conclusivas para a evolução, e ela permanece, há quase duzentos anos, como uma teoria baseada em inúmeras suposições. Portanto, crer na Palavra de Deus não implica em contrariar a ciência.

Precisamos ser humildes reconhecendo Deus como nosso criador, salvador e sustentador.

Pr. Dalton

NAMORAR OU ‘FICAR’ ?

casal É óbvio que a prática de “ficar” (relacionar-se física e emocionalmente sem compromisso) não condiz com a Palavra de Deus, ocasionando conseqüências nocivas aos adolescentes e jovens que a ela se entregam. Cristãos fiéis devem optar por um namoro sadio, com a finalidade de encontrar a pessoa certa e preparar-se para um possível casamento.

Mas, como ter um namoro cristão numa sociedade permissiva?

1.   Encare o namoro com seriedade. No contexto da Bíblia não existe o namoro leviano, por concupiscência. Quando um jovem casal namora é para conhecer-se melhor com vistas a um possível casamento no futuro.

2.   Escolha outro(a) crente. É necessário que ambos possuam a mesma natureza regenerada por Cristo. Caso contrário, não terão total comunhão, por mais equilibrado que seja o relacionamento (I Cor 7:15, 39; II Cor 6:14).

3.   Cultive a pureza. A Bíblia não aprova sexo entre solteiros, bem como toda forma de impureza sexual (Deut 22:28-29, I Tess 4:3). Também mostra que a excitação sexual não é desejável para o solteiro (I Cor 7:9). Portanto, deve haver limite para as carícias. Elas devem transmitir ternura e afeto, e não provocar excitação. Ambos devem buscar forças em oração, manter a mente pura, e evitar intimidades (Mat 26:41, Fil 4:8, Prov 6:27-28).

4.   Procure aprofundar sentimentos. A atração inicial deve transformar-se em verdadeiro amor, descrito em I Coríntios 13. Para isto é importante cultivar, entre outras coisas, o diálogo, a sinceridade, a empatia, a compreensão e o altruísmo.

Lembre-se: Um namoro sadio é um grande passo para um casamento e uma vida feliz. Peça a Deus que oriente você numa escolha acertada, e pratique um namoro conforme os padrões da Palavra de Deus.

Pr. Dalton